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Degustação dos vinhos da Herdade dos Coelheiros

 

Fui convidado pela importadora Mistral para conhecer os vinhos de um produtor português da região do Alentejo, o Herdade dos Coelheiros. Antes das degustações, quando não conheço a vinícola, gosto sempre realizar uma breve pesquisa sobre a vinícola para ter uma ideia sobre os vinhos que serão apresentados. Ao fazer isso, fiquei bem curioso, pois descobri que nos vinhos da Herdade dos Coelheiros, além das variedades típicas da região, são utilizadas cepas pouco convencionais em Portugal como Petit Verdot, Chardonnay, Merlot e Cabernet Sauvignon.

 

 

​A apresentação do vinhos foi feita pelo enólogo da vinícola, Luis Patrão. Ao ouvir as suas explicações, entendi a escolhas dessas variedades que eram plantadas. O motivo foi que o proprietário anterior da vinícola era apaixonado por vinhos franceses. No entanto, o perfil dos vinhos da Herdade dos Coelheiros está em processo de mudança. Os novos proprietários da vinícola, um casal de brasileiros, juntamente com o enólogo Luis Patrão decidiram investir prioritariamente em castas nativas do Alentejo e implementar técnicas mais naturais no cultivo de suas vinhas. Por isso, tiveram que tomar a difícil decisão de suspender em 2016 a produção de um dos vinhos mais conhecidos da Herdade, o seu Chardonnay (que eu experimentei e estava fantástico). Com a substituição das variedades internacionais pelas uvas autóctones, a intenção do enólogo é que os novos vinhos foquem mais na expressão dos diferentes terroirs da propriedade através da utilização destas castas portuguesas. 

 

E os vinhos?

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Bem, experimentei três vinhos da linha dos brancos e mais três dos tintos.

Entre os brancos, duas características estavam marcantes em todos eles, a mineralidade e a boa integração entre fruta e o carvalho. Todos eram bons vinhos e se apresentaram super gastronômicos. O destaque para mim ficou por conta do Chardonnay que se mostrou encorpado, com ótima fruta e uma cremosidade bem interessante (para muitos ele é considerado o melhor Chardonnay de Portugal). Uma pena que essa safra de 2016 tenha sido sua última.

 

Agora os tintos...oh, que belos vinhos. Os dois que mais me agradaram foi um blend de Cabernet com Alicante Bouschet e um varietal de Petit Verdot (isso mesmo varietal!!!). Ambos demonstraram uma baita estrutura com grande potencial de envelhecimento. Por exemplo, o Petit Verdot era de 2010 e apresentava ainda muitas notas primárias de frutas negras. Além da presença desse aspecto de fruta, a influência do carvalho estava muito bem integrada ao conjunto e os taninos se mostraram bem destacados, porém macios. Gostei bastante.

 

Enfim, foi uma grande experiência conhecer os vinhos da Herdade dos Coelheiros. Agradeço à importadora Mistral pelo convite.

 

 

 

 

 

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